Vaginismo e Terapia Sexual: por que tratar apenas o emocional não resolve a disfunção?

vaginismo e terapia sexual

A mente entende, mas o músculo não obedece

É muito comum que mulheres que enfrentam a impossibilidade de penetração ou o bloqueio na hora da intimidade busquem, como primeira alternativa, a psicologia ou a terapia sexual. A linha de raciocínio parece fazer sentido: se há medo, ansiedade ou insegurança envolvidos, o problema deve estar na mente.
Existe uma explicação clínica e fisiológica para essa reação do corpo, que envolve diretamente a relação entre o vaginismo e terapia sexual no entendimento da disfunção.

Entenda a resposta física do corpo:

Embora os fatores emocionais e psicológicos desempenhem um papel importantíssimo como gatilhos ou agravantes do problema, a resposta final do vaginismo é estritamente física. Trata-se de um espasmo reflexo, uma contração involuntária e mecânica dos músculos que compõem o assoalho pélvico.Sendo uma disfunção muscular, a fala não tem o poder de reabilitar uma musculatura hipertônica. A mente da paciente pode finalmente compreender que a relação é segura e desejada, mas o músculo pélvico continua respondendo com o mesmo reflexo automático de proteção, travando a penetração.

O que a ciência diz sobre o vaginismo?

Estudos clínicos na área da saúde da mulher e da uroginecologia demonstram de forma consistente que o vaginismo é uma disfunção de ordem neuromuscular. Embora fatores psicológicos como o medo da dor atuem de forma direta no desencadeamento da contração, a alteração reside no tônus muscular e na incapacidade de relaxamento voluntário das fibras do assoalho pélvico.

Pesquisas apontam que o tratamento multidisciplinar — combinando o acolhimento psicológico com a intervenção física direta — apresenta os maiores índices de sucesso e consolidação. Ignorar a reabilitação física e motora da musculatura significa deixar o sistema nervoso periférico condicionado a responder sempre com o mesmo espasmo protetor. Para desfazer essa memória muscular de defesa e quebrar o ciclo, a fisioterapia pélvica especializada atua na dessensibilização local através de recursos terapêuticos indolores e específicos para cada paciente.

O papel de cada especialidade no tratamento

Onde a terapia sexual atua e onde ela encontra um limite:

      • – atua diretamente na redução da ansiedade e do medo da penetração;
      • – ajuda na quebra de tabus, culpas e mitos sobre a sexualidade feminina;
      • – auxilia o casal na comunicação e na intimidade sem cobranças;
      • O limite: ela não consegue desfazer o reflexo físico e mecânico do espasmo muscular.
 

Como a Fisioterapia Pélvica Especializada resolve a raiz física

O grande erro está em enxergar o vaginismo como um problema exclusivamente psicológico. Para que a cura aconteça de forma definitiva, o tratamento precisa focar na raiz física da disfunção. É preciso ensinar o músculo a relaxar, e isso só é alcançado através da reabilitação física e motora. Através de técnicas específicas e do Método Cris Nobile, nós atuamos diretamente na reprogramação do sistema nervoso periférico e na musculatura pélvica. Dividido nos pilares de reabilitação e consolidação, o tratamento utiliza recursos e técnicas de dessensibilização progressiva que são totalmente indolores e respeitam rigorosamente o tempo do seu corpo.

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