Vaginismo e Terapia Sexual: por que tratar apenas o emocional não resolve a disfunção?
A mente entende, mas o músculo não obedece
Entenda a resposta física do corpo:
Embora os fatores emocionais e psicológicos desempenhem um papel importantíssimo como gatilhos ou agravantes do problema, a resposta final do vaginismo é estritamente física. Trata-se de um espasmo reflexo, uma contração involuntária e mecânica dos músculos que compõem o assoalho pélvico.Sendo uma disfunção muscular, a fala não tem o poder de reabilitar uma musculatura hipertônica. A mente da paciente pode finalmente compreender que a relação é segura e desejada, mas o músculo pélvico continua respondendo com o mesmo reflexo automático de proteção, travando a penetração.
O que a ciência diz sobre o vaginismo?
Estudos clínicos na área da saúde da mulher e da uroginecologia demonstram de forma consistente que o vaginismo é uma disfunção de ordem neuromuscular. Embora fatores psicológicos como o medo da dor atuem de forma direta no desencadeamento da contração, a alteração reside no tônus muscular e na incapacidade de relaxamento voluntário das fibras do assoalho pélvico.
O papel de cada especialidade no tratamento
Onde a terapia sexual atua e onde ela encontra um limite:
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- – atua diretamente na redução da ansiedade e do medo da penetração;
- – ajuda na quebra de tabus, culpas e mitos sobre a sexualidade feminina;
- – auxilia o casal na comunicação e na intimidade sem cobranças;
- – O limite: ela não consegue desfazer o reflexo físico e mecânico do espasmo muscular.
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Como a Fisioterapia Pélvica Especializada resolve a raiz física
O grande erro está em enxergar o vaginismo como um problema exclusivamente psicológico. Para que a cura aconteça de forma definitiva, o tratamento precisa focar na raiz física da disfunção. É preciso ensinar o músculo a relaxar, e isso só é alcançado através da reabilitação física e motora. Através de técnicas específicas e do Método Cris Nobile, nós atuamos diretamente na reprogramação do sistema nervoso periférico e na musculatura pélvica. Dividido nos pilares de reabilitação e consolidação, o tratamento utiliza recursos e técnicas de dessensibilização progressiva que são totalmente indolores e respeitam rigorosamente o tempo do seu corpo.
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